domingo, 1 de novembro de 2009

As aventuras do The Zé Mané!!

Apresento aos leitores do Momento Livre uma pequena animação gráfica do meu grande amigo Abel Rocha. Ele é formado em Artes Visuais e sempre se interessou por esse tipo de animações em flash. Resolveu então elevar sua criatividade e talento para a vida profissional, para a felicidade de todos nós, claro!!

Confiram um dos seus ótimos trabalhos e aproveitem para dar uma boa conferida no seu mais recente blog: www.abelnet.2u.blog.br/


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Singela homenagem rubro-negra...

A morte de um ente querido é sempre uma barra pesada de segurar. A dor da ausência é aguda e silenciosa. A sensação da perda é uma amálgama da incerteza da "ideia de morte" com a certeza angustiante da ideia de "nunca mais".



Mas o silêncio interior da perda, que perpassa por nós como um eco numa mata fechada, eternizando-se no ar até o infinito, pode ser levemente preenchido pelo som de uma bela canção, que "reviverá" um amigo que se foi toda vez que seus versos e acordes se repetirem nos ouvidos e na alma de quem toca - e de quem houve também.

As canções de Roberto Carlos à Maria Rita, simbolizando a luta eterna do seu amor à dura ausência determinada pela perda; O amor de Pai, que sempre se renova e se eterniza na bela canção de Fábio Jr... são provas de que a Arte sempre vencerá a morte e que a amizade verdadeira impor-se-á eternamente aos ditames arbitrários do destino.

Ontem eu estava vendo (e ouvindo) uns vídeos do Youtube e me deparei com uma bela homenagem de um guitarrista ao seu irmão rubro-negro, falecido em junho de 2008. Ele fez uma versão acústica do bonito hino do Flamengo e a dedicou aos bons momentos que viveu com o irmão durante os jogos do seu clube de coração.

A homenagem tão singela foi capaz de emocionar até a mim, vascaíno convicto!

Parabéns ao valoroso rubro-negro. São sentimentos assim que precisamos alimentar em nossas vidas e em nossos corações.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O fim da "paradinha" no futebol!

J. Blatter, presidente da FIFA. (FONTE: oglobo.globo.com)


O presidente da FIFA, o suíço Joseph Blatter, em evento realizado ontem no Rio de Janeiro, informou que está nos planos da entidade máxima do futebol o fim do recurso da paradinha nas cobranças de pênalti. A notícia já está gerando polêmica no meio esportivo, sobretudo por parte daqueles que enxergam na paradinha um artifício para dar mais emoção às penalidades, que proibi-la seria o mesmo que “dogmatizar” excessivamente o futebol e que a FIFA deveria estar mais preocupada com questões que inibam jogadas truculentas, racismo e arbitragens desastrosas, por exemplo.

De fato, muitos percalços no futebol precisam ser revistos para que o espetáculo se torne mais atraente, justo e menos troglodita. Definir regras mais específicas para jogadas agressivas, que não dêem margem a diversas interpretações do árbitro; acabar com a diferenciação, a meu ver estúpida, de “mão na bola” ou “bola na mão” dentro da área; redimensionar a condição de impedimento (estar impedido por 2 cm de diferença é sacanagem!!), entre outras, são algumas das questões que precisam ser postas em pauta pelo senhor Blatter.

Mas, sobre as paradinhas serem “mais emocionantes”, eu fico me perguntando: mais emocionantes pra quem? Pro goleiro, que vê sua chance de realizar a defesa praticamente reduzida a zero com toda certeza não é!

A paradinha é uma das maiores imoralidades do futebol contemporâneo. Ela fere drasticamente o princípio da igualdade de condições em qualquer disputa limpa de qualquer modalidade esportiva. Os que a defendem argumentam que ela é justa porque oferece mais privilégios ao clube que sofreu a infração, como uma forma de compensação. Ora, eu ainda não estava a par de que havíamos regredido ao período mesopotâmico da História! Agora é Lei de Talião? Olho por olho, dente por dente??

A cobrança de pênalti em si já é uma retaliação mais do que suficiente para punir o clube infrator. Não há barreira formada nem grande distância entre o goleiro e o batedor. As chances de a bola entrar já são maiores que a de haver a defesa, bater na trave ou sair pela linha de fundo. Isso basta como compensação. Além disso, se aceitamos o recurso da paradinha, partimos do princípio de que todas as jogadas que originam pênaltis fatalmente terminariam em gol, o que não é verdade. Por isso se deve dar ao goleiro a possibilidade de defesa.

A paradinha precisa mesmo ser abolida do futebol. Não tem cabimento - pelo menos é o que eu penso - tentar compensar um erro (o da infração em si) com outro ainda pior. O ideal é que se descubram formas de se evitar (ou ao menos diminuir) os dois erros. E isso é aplicável não apenas no futebol, mas na vida. É uma questão de princípios, sobretudo.

O grande mestre do rádio esportivo, Luiz Mendes, fez ontem, no pré-jogo entre Vasco e Figueirense, pela Rádio Globo/ CBN, uma colocação com a qual eu sempre concordei: além de tornar o lance em si algo ruim de se ver, a paradinha se caracteriza como jogo sujo porque não oferece ao goleiro praticamente nenhuma chance de defender a bola. É quase uma forma de humilhar o adversário e isso é inaceitável para os princípios de uma disputa entre iguais. Em contrapartida, deve-se reavaliar a possibilidade do arqueiro não poder se movimentar na hora do pênalti, a não ser em cima da linha do gol.

Assino embaixo das palavras do mestre Luiz Mendes e espero que a decisão da FIFA seja categórica!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Basta de hipocrisia: Lobato presidente, Emília vice!!


Desde muito cedo sempre me interessei por literatura brasileira. Mais precisamente pela fase regionalista, que vigorou no Brasil com o amadurecimento do Modernismo (depois da famosa Semana de 1922) e atingiu o seu ápice a partir de 1945, tendo à frente nomes de peso, como Erico Veríssimo, Rachel de Queirós, Graciliano Ramos, Jorge Amado, José Lins do Rego, entre tantos outros gênios da palavra.

Esses autores modificaram minha vida, meus gostos, minha maneira de pensar e ler o mundo, de me relacionar com as pessoas. A partir de cada um deles, conheci um pedaço da minha cultura, da minha identidade e, sobretudo, meu fascínio pela literatura, emaranhados na complexidade dos personagens de ficção: suas intrigas, amores, modos de vida, nuances no falar, peculiaridades no agir. Tudo isso impulsionou o meu espírito a quem chamo hoje de Caio. Por isso alimento, por esses mestres, um ufanismo mal-disfarçado, um interesse descomedido, uma obsessão saudável, incontrolável.

Mas, como se sabe, nem tudo são flores nos jardins da hipocrisia. É uma pena que as academias de literatura, que deveriam representar com louvor esses monstros sagrados, atribuindo-lhes imortalidade e oferecendo-lhes homenagens periódicas, saraus literários e menções honrosas, se prestem ao ridículo papel de valorizar aqueles que quase nada ou nada contribuíram para o amadurecimento da Literatura Brasileira.

Para se ter uma ideia, o senador Fernando Collor de Mello acaba de ser nomeado membro da Academia Alagoana de Letras pela inédita votação de 22 votos a favor, 08 brancos e nenhum contra ou nulo. O atual presidente da AAL, Bispo D. Fernando Lório, deslumbrado, afirmou que nunca havia presenciado uma votação tão expressiva em outros tempos. Mas o problema, amigo leitor, é que Collor, em toda a sua vida política, jamais publicou um livro, um conto, um romance. Sua nomeação se baseou em artigos escritos na imprensa local (da qual o seu jornal impresso, a Gazeta de Alagoas, é o maior representante).

Trocando em miúdos, a importância que Collor conferiu à literatura brasileira é a mesma importância que o Sarney dá para a opinião pública ou para a ilegalidade de nomear parentes para o Congresso: nenhuma. Aliás, o próprio Sarney, bem como Roberto Marinho e Paulo Coelho (para ficar apenas em alguns absurdos) já foram eleitos “imortais” da Academia Brasileira de Letras. É mole ou quer mais?!

Pode parecer exagero o que vou dizer, mas colocar o nome de Fernando Collor, no mesmo contexto e em pé de igualdade com Graciliano, Lêdo Ivo, Jorge de Lima e tantos outros - que levaram a literatura alagoana às principais rodas literárias do mundo -, é quase uma profanação, um tapa na cara do apreciador da boa palavra, uma afronta ao mínimo senso de estética e crítica literárias.

As academias de literatura desse país há muito tempo perderam o seu valor. Posicionam-se contra qualquer forma de modernização do idioma e mantêm um conservadorismo obsoleto e voluntário. Se elas insistem em não respeitar a nossa inteligência, o desprezo é a melhor moeda de troca que temos a oferecer. Certo estava Monteiro Lobato, que se recusou a fazer parte desse conclave de esnobes e oportunistas, que são a ABL e suas filiais.

Por isso, amigos, pelo fim da hipocrisia na literatura, votemos em Lobato para presidente. Emília vice!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

A música brasileira está mais viva que nunca!

Caros leitores do blog do meu amigo Caio Lima, invado esse espaço (a pedido do dono... rsrsrsr) para comentar o 39º FENAC (Festival Nacional da Canção), do qual estou participando. Primeiramente gostaria de agradecer pelo espaço cedido, e pela força que o Caio sempre me dá na divulgação das minhas músicas! Valeu, Caio!!

Bom, o FENAC é um dos mais tradicionais e disputados Festivais de música do Brasil. Nascido em 1971 como Festival da Canção de Boa Esperança, atualmente o evento é realizado nas cidades de Extrema, Três Pontas, Varginha, Formiga, Alfenas e Boa Esperança (todas em Minas Gerais). Cada cidade recebe uma etapa do festival escolhendo as 3 melhores músicas para participarem da final em Boa Esperança.

Esse é o primeiro ano que participo. Só em ser selecionado já havia ficado muito feliz. Participei das etapas de Varginha e de Extrema e pude constatar que a MPB está muito viva, muito produtiva e bela como nunca. Me ver entre aqueles talentos brasileiros fora da grande mídia me deixou muito orgulhoso de mim mesmo. E ter uma das minhas músicas selecionadas para a final em Boa Esperança foi inexplicável!

Gostaria nesse espaço de destacar alguns dos grandes nomes que pude ouvir nas etapas que participei do FENAC: Grupo Voz (www.myspace.com/grupovoz), Miltinho Edilberto (www.myspace.com/miltonedilberto), Tavinho Limma, Joca Perpignan (www.myspace.com/jocaperpignan), Ito Moreno (www.myspace.com/itomoreno), Luiz Ferrar, Junior Almeida, Banda Sissibonaflá (www.sissibonafla.com.br), Isabela Morais, Cris Dalana (www.myspace.com/crisdalana), entre muitos outros artistas fantásticos. Vale a pena conferir.

Além do festival, as cidades-sedes respiram música o dia todo, com shows acontecendo nas praças e nos bares. Fica aí o convite para quem aprecia a boa música brasileira: dias 4, 5 e 6 de Setembro - a Final do FENAC em Boa Esperança. Conto com a torcida de todos!

Grande Abraço!